Aurora SIGER
Sistema Inteligente de Gerenciamento de Riscos para uma colônia espacial fictícia. Projeto integrador de Ciência da Computação na FIAP — desenvolvido em 7 fases ao longo de 2026.
Python · Pytest · Machine Learning · Estruturas de dados · Lógica booleana · Persistência em arquivo
O projeto
Imagine que você faz parte da equipe de controle de missão de uma colônia espacial. A cada operação crítica — uma decolagem na Terra, um pouso em outro planeta — dezenas de sensores transmitem dados em tempo real e dezenas de regras precisam ser verificadas em segundos. Como decidir se é seguro prosseguir?
O Aurora SIGER — Sistema Inteligente de Gerenciamento de Riscos — responde a essa pergunta com um pipeline de decisão Go/No-Go que evolui ao longo de sete fases. É o projeto integrador do primeiro ano de Ciência da Computação (online) da FIAP em 2026, e cada fase adiciona uma nova capacidade ao sistema: telemetria, pouso, sustentação, comunicação e além.
A ênfase, em todas as fases, é a mesma: decisões automatizadas em sistemas críticos precisam ser inspecionáveis. Tabela-verdade aberta. Faixas seguras documentadas. Histórico empilhado. Quando a máquina decide, alguém precisa conseguir auditar — e o sistema é construído desde o início para tornar essa auditoria possível.
Fases concluídas
Fase 1 — Decolagem da Missão
Validação determinística de 7 sensores de telemetria, detecção de anomalias com Isolation Forest implementado do zero (ROC AUC 0,9999 vs Scikit-learn) e análise energética orbital. O resultado é um pipeline de tripla barreira que decide se o foguete está pronto para decolar — ou aborta com justificativa rastreável.
Fase 2 — Pouso e Estabilização
Coordenação do pouso de 12 módulos da colônia em Marte: organização de fila com critério multivariado, autorização por expressão booleana inspecionável F ∧ A ∧ (L ∨ E) ∧ S com diagrama de portas lógicas, modelagem matemática de altitude, combustível e energia solar, e pilha auditável de bloqueios.
Fase 3 — Operação Energética da Colônia
A colônia que pousou agora opera, hora após hora, ao longo de 7 sóis marcianos. Simulação determinística de geração (solar/eólica/nuclear), consumo com termo térmico físico Q = U·A·ΔT, bateria e clima extremo (tempestades de poeira, frente fria). O salto conceitual é a transição de decisões reativas para preditivas: uma regressão OLS feita à mão vigia a tendência da energia e rebaixa o estado da colônia antes de a bateria cair, com controle de carga em duas camadas e dashboard ao vivo.
Fase 4 — A Colônia como Rede
A mesma colônia que opera no tempo agora é mapeada no espaço: 13 módulos viram nós de um grafo ponderado de 20 conexões tipadas (energia, dados, suporte vital). Algoritmos clássicos implementados do zero — BFS, DFS, Dijkstra com restrição de prioridade, pontos de articulação (Tarjan) e centralidade de intermediação (Brandes) — interrogam a estrutura. O achado central é um paradoxo de governança: o único ponto de falha que parte a rede é o módulo de menor prioridade operacional. Criticidade operacional e criticidade topológica são dimensões ortogonais — e um sistema completo precisa das duas.
Fase 5 — NCAS, a Colônia Ganha Memória
As quatro primeiras fases viveram inteiramente em RAM: cada execução começava do zero e não deixava rastro. A Fase 5 dá à colônia a primeira memória em disco, com persistência dupla (JSON para registros estruturados, log append-only para a linha do tempo) e cinco regras de álgebra booleana cuja equivalência com a forma simplificada é provada por tabela-verdade exaustiva em teste, e não ilustrada sobre um par de valores. A decisão central é sobre o que não gravar: os predicados falha, crítico e consumo_elevado deixam de ser digitados e passam a ser derivados da simulação da Fase 3. Com seed=42, a Produção de Alimentos quebra na hora 239 e um alerta gravado desde a semeadura se torna verdadeiro sozinho.
Roadmap
O Aurora SIGER cresce ao longo de 7 fases durante o ano letivo de 2026. Cada fase adiciona um subpacote ao código (aurora_siger/<dominio>/) sem fragmentar em repositórios separados — o sistema é um monolito que cresce, não uma constelação de protótipos descartáveis.
| Fase | Tema | Status |
|---|---|---|
| 1 | Telemetria, Isolation Forest, pipeline Go/No-Go | Concluída |
| 2 | Pouso de módulos, estruturas lineares, lógica booleana, modelagem física | Concluída |
| 3 | Operação energética: simulação determinística, regressão OLS, controle em 2 camadas, dashboard ao vivo | Concluída |
| 4 | Topologia: colônia como grafo, algoritmos de rede (BFS/DFS/Dijkstra/Tarjan/Brandes), modelagem de consumo | Concluída |
| 5 | Memória: persistência dupla, álgebra booleana provada, engenharia de prompts, predicados derivados | Concluída |
| 6 | Em breve | — |
| 7 | Em breve | — |
Autores
Projeto desenvolvido por alunos do 1.º ano de Ciência da Computação (online) — FIAP, 2026:
- Gabriel Carmona Bittencourt
- Iúri Leão de Almeida
- Márcio Francisco dos Santos Júnior
- Maria Sophia Domingues dos Santos
Explore o código-fonte no repositório GitHub ou execute os notebooks interativos da Fase 1, da Fase 2 e da Fase 3 no Google Colab.